creation-800x480

A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas e sabe tudo que é ou que pode ser feito. – Isaac Newton

Ler algo do tipo, vindo de um cientista de grande fama e respeito como Newton, pode ser estranho à maioria das pessoas, afinal, crescemos em uma cultura que tende a separar qualquer relação entre cristianismo e ciência. Somos levados a ter uma ideia intuitiva de que o cientista é um profissional perfeitamente neutro, livre de quaisquer pressupostos (como a fé), e de que a ciência, por isso e pelo seu método, é uma realidade superior à religião e capaz de orientar nossa vida. Mas não é bem assim, o cientista está sujeito à suas crenças e influências pessoais e a ciência é limitada, sendo que esta deve muito de seu desenvolvimento ao cristianismo e sua pratica deveria ser para a glória de Deus e não para que ela se tornasse um deus.

Tal cosmovisão quebra vários paradigmas e ter contato com ela foi muito relevante para um estudante de Física como eu. No último ano, pude ler o livro “A Alma da Ciência, Fé Cristã e Filosofia Natural” de Nancy R. Pearcey e Charles B. Thaxton, o qual faz uma discussão detalhada dos pontos comentados no primeiro parágrafo. Foi muito relevante pra mim descobrir o grande número de cientistas (conhecidos por sinal) que eram cristãos e que tinham seu trabalho motivado pela crença em um Deus soberano e pessoal – assim deveria ser a prática da ciência! Saber que Deus é perfeitamente sábio, bom, imutável e que Ele nos deu criatividade, inteligência e capacidade de estudar e compreender a natureza, é algo que deveria trazer segurança para o trabalho do cientista. Fazer ciência deveria fazer-nos refletir sobre os atributos de Deus, Seu plano perfeito e, consequentemente, apontar para Cristo. Mas como o resto de nossa vida, isso também é afetado pelo pecado e, assim, queremos ser independentes de Deus, agimos como se fossemos os donos da razão e muitas vezes estudamos e conquistamos para nossa própria glória.

O que consigo enxergar nisso tudo é o seguinte: meus estudos e pesquisas precisam ser redimidos por Cristo! Eles não são realidades separadas da minha fé. Compreender um pouco mais sobre história da ciência me faz ver a carência da ciência atual pelo evangelho. Estudar o mundo é algo tão mais belo quando se entende quem é Deus, e que isto deve ser para Sua glória, e que precisamos ser capacitados por Ele. Por isso recomendo a leitura do livro citado e o aprendizado da relação entre o cristianismo e o desenvolvimento da ciência moderna – isto nos ajuda a ver como a ciência faz mais sentido e é mais bela quando reconhece quem é Deus e o Senhorio de Cristo.

Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos – Salmos 19:1

Autor: Pedro Faleiros – Bacharelando em Física, baterista, gosta de esportes, um bom filme e piadas (muito) ruins. Membro da Igreja Presbiteriana Filadélfia de Franca, São Paulo.
Fonte: Cristianismo em foco.

Tagged with →  
Fale conosco!